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Como cheguei a este ponto deplorável de minha saúde, doutor

758463075-patientenakte-visite-begleiten-klemmbrettEssa foi a pergunta que um paciente internado me fez, assim que entrei na enfermaria, na época em que eu era médico-residente em um hospital do SUS.

Trata-se de uma historia triste, mas tive um grande aprendizado.

Reparei que o paciente que vou denominar de Francisco, era sofisticado e com comunicação culta. Durante o tempo de internação, quase sempre estabelecemos algum tipo de proximidade com os pacientes e por vezes até de amizade e muitos deles tem histórias de vida interessantes que querem compartilhar.

Ouvi muitas histórias, algumas de autopromoção, outras de revolta, mas essa em particular me impressionou bastante.

Após fazer a pergunta, Francisco continua:

– Pode me dar um minuto de sua atenção, doutor?

– Claro.

Virei-me de frente para ele, num gesto corporal que faz as pessoas se sentirem acolhidas e aguardei alguns segundos até que ele iniciasse o que tinha a dizer.

– Quero agradecer a atenção da equipe de médicos e enfermagem e lamento estar necessitando recorrer ao SUS para meu tratamento. Já fui rico, doutor e sempre usei médicos e hospitais particulares.

Percebi o constrangimento em suas palavras e tentei abreviar a conversa, mas ele insistiu em continuar.

– Doutor, sei que há pouco a ser feito por mim e sinto que estou nas últimas.

– Como assim, perguntei.

– Nada do que fizerem vai recuperar o que perdi. Depois que adoeci, só tive perdas. Perdi os amigos, o trabalho e por fim a família. Não tenho ressentimento, pois já não há mais espaço para mim junto a essas pessoas. Perdi minha autonomia e utilidade, acabo por dar demasiado trabalho às pessoas onde quer que eu esteja e isso não me faz bem. O que lamento verdadeiramente é  não ter evitado que tudo isso acontecesse, e eu podia tê-lo feito. Comecei a trabalhar muito cedo e tive muita sorte com os negócios. Com 28 anos já estava casado, tinha casa própria, carro e muitos amigos. Depois vieram os filhos e a vida só foi melhorando. O problema veio exatamente do mau uso que fiz daquele dinheiro que o sucesso me trouxe.

Tentei interromper, pois Francisco, um homem com apenas 50 anos, tinha uma vida pela frente e eu não queria que ele entrasse em desânimo, pois isso em nada ajudaria no tratamento, mas ele não parou de falar.

– Com dinheiro eu podia beber e comer tudo o que desejava e assim o fiz. Não percebi a diabetes e a pressão alta se instalando no meu organismo. Fazia inclusive piadas do tipo: “é melhor ser um bêbado conhecido que um alcoólatra anônimo”. Ganhei peso e assumi a barriguinha sem remorso, já que todos os meus amigos também a tinham! Só me dei conta que havia perdido a saúde quando após um desmaio e por insistência de minha família, realizei alguns exames que evidenciaram a insuficiência renal. Isso já tem quase 10 anos e sei que minha chance de ter êxito em um transplante renal é muito pequena.

Conversamos um pouco mais naquele dia e nos dias que se seguiram. Logo minha residência médica foi concluída e outro médico residente passou a ser responsável pelo leito do Sr. Francisco.

Francisco era internado várias vezes ao ano para tratamentos paliativos em setores diversos do hospital e seu estado geral de saúde não o habilitava a candidatar-se ao transplante renal.

Não tive mais notícias dele, mas a intensidade de seu relato permanece forte em minha mente e me motivou a buscar dentro do exercício da urologia, uma forma de atuar não só no tratamento, mas, principalmente, na prevenção das doenças.

Vejo muitas pessoas dizendo que a saúde vem em primeiro lugar, mas na prática, as pessoas, o governo e até profissionais de saúde negligenciam as boas práticas de manutenção da saúde, e só atuam, depois de instalado o caos.

Tenho sempre que possível orientado meus pacientes, desde jovens a adotarem algumas medidas que irão minimizar o risco, evitando que histórias como a de Francisco se repitam:

  1. Atividade física: Considero a atividade física regular e a alimentação balanceada fundamentais para se manter o vigor físico e intelectual de todas as pessoas.
  2. Hábitos saudáveis: A motivação para fazer a coisa certa tem que ser cultivada por cada um de nós. Na história de nossos hábitos ancestrais a vida era muito mais saudável. Os maus hábitos de vida quase sempre estão associados ao sedentarismo, ao uso excessivo de álcool, gordura, açúcar e sal nos alimentos.
  3. Exames médicos regulares: É de extrema importância que em cada fase da vida, você tenha um médico de confiança.Do pediatra ao geriatra, seu médico poderá fazer muito mais por você com orientações preventivas do que com tratamentos paliativos.

Não faça piada com sua saúde, pois ninguém está imune a essa realidade!

 

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